Nasa descobre planeta gigante fora do Sistema Solar
Cinco exoplanetas foram detectados pelo telescópio Kepler, enviado ao espaço em 6 de março de 2009.
O telescópio Kepler, da Nasa, detectou pela primeira vez desde que entrou em operação cinco planetas fora do Sistema Solar. O tamanho dos planetas varia de um raio quatro vezes maior do que o da Terra até planetas muito maiores do que Júpiter, o maior do Sistema Solar.
O telescópio, que foi lançado no ano passado para procurar planetas com características semelhantes às da Terra, fez as descobertas poucas semanas depois de entrar em funcionamento.
Os novos planetas receberam os nomes Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b e foram anunciados em um encontro da Sociedade Astronômica Americana (AAS, na sigla em inglês), em Washington, a capital dos Estados Unidos.
Todos os planetas circulam muito proximamente às suas estrelas principais – seu sol – seguindo órbitas que variam ente 3.2 até 4.9 dias.
A proximidade e o fato de suas estrelas principais serem muito mais quentes do que o Sol significa que os novos planetas têm temperaturas extremamente elevadas, estimadas entre 1.200°C e 1.650°C.
Concepção artística mostra planeta similar a Júpiter orbitando muito perto de sua estrela (Imagem: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)
Densidade de um dos planetas é equivalente à do isopor
“Os planetas encontrados são todos mais quentes do que lava derretida; eles brilham de tão quentes”, disse Bill Borucki, o cientista da Nasa que lidera a missão do Kepler no centro de pesquisas Ames, em Moffett Field, Califórnia.
“De fato, os dois maiores são mais quentes do que ferro fundido e olhar para eles é como olhar para uma fornalha. Eles são muito brilhantes por si só e, certamente, não são lugares para procurarmos vida.”
O Kepler 7b vai intrigar muitos cientistas. Este é um dos planetas de mais baixa densidade já encontrado fora do Sistema Solar (cerca de 0,17 gramas por centímetro cúbico) já descoberto.
Segundo Borucki, a densidade média deste planeta é equivalente a do isopor, e os cientistas devem “se deliciar” em estudá-la para tentar entender sua estrutura.
O Kepler foi lançado da estação espacial de Cabo Canaveral em 6 de março do ano passado. Ele está equipado com a maior câmera já lançada ao espaço.
A missão do telescópio é observar mais de 100 mil estrelas de forma contínua e simultânea. Ele percebe a presença de planetas ao observar variações de sombra quando um desses corpos celestes passa em frente ao seu sol.
Mundos de água
Os detectores do Kepler têm sensibilidade extraordinária – segundo a Nasa, se o telescópio fosse voltado para uma pequena cidade na Terra, à noite, seria capaz de detectar a luz automática na entrada de uma casa quando alguém passa por ela.
A Nasa espera que tamanha sensibilidade leve à descoberta de planetas não apenas de tamanho semelhante ao da Terra, mas que orbitem em torno de seus sóis a uma distância mais favorável à existência de vida, onde haja também potencial existência de água em sua superfície.
Os cientistas da missão disseram no encontro da AAS que o Kepler mediu a existência de centenas de possíveis planetas, mas são necessárias mais investigações para estabelecer sua real natureza.
Os cientistas advertiram ainda que podem se passar anos até que seja confirmada a existência de planetas semelhantes à Terra, mas enquanto isso, as descobertas do Kepler vão ajudá-los a melhorar suas estatísticas sobre as distribuições dos tamanhos dos planetas e períodos de órbita.
A existência dos planetas identificados primariamente pelo Kepler foi confirmada por telescópios baseados na Terra, entre eles o Keck I, no Havaí.
Nasa anuncia descoberta de água em cratera da Lua
Impacto de foguete contra cratera no polo sul da Lua produz nuvem de material contendo água
Dados preliminares da sonda Lcross indicam que a missão descobriu água durante os impactos de 9 de outubro com uma região em sombra perpétua no fundo da cratera Cabeus, perto do polo sul lunar.
O impacto criado pelo estágio superior do foguete Centauro produziu uma pluma de material dividida em duas partes, ejetado das profundezas da cratera. A primeira parte era composta de vapor e poeira fina e segunda, de material mais denso. Esse material não era exposto à luz do Sol há bilhões de anos.
Cientistas especulavam há anos sobre a explicação para as quantidades de hidrogênio detectadas nos polos lunares por missões anteriores. A descoberta de água pela Lcross ajuda a responder à pergunta. A água na Lua pode estar mais disseminada e existir em quantidade maior que a esperada, diz nota da Nasa.
Além disso, regiões lunares em sombra perpétua podem ter a chave da história e da evolução do Sistema Solar. E a água e outros compostos descobertos poderão ser recursos para astronautas em futuras missões.
Desde os impactos, a equipe cientistas da missão Lcross trabalha para analisar os dados que a nave recolheu. A equipe concentrou-se nos espectrômetros, que trazem as informações mais precisas sobre a presença de água.
Ampliação da imagem da pluma de material impelida pelo impacto na Lua. Divulgação/Nasa
“Estamos extasiados”, disse Anthony Colaprete, principal cientista da missão. “Diversas linhas de evidência mostram que a água estava presente tanto na pluma mais leve e na cortina de dejetos criada pelo impacto do Centauro. A concentração e distribuição da água e outras substâncias requerem mais análise, mas é seguro dizer que Cabeus contém água”.
Suposto avistamento em massa no Líbano
Data: 20/09/2009
Local: Líbano
Um avistamento em grande escala foi reportado pela mídia libanesa. O público foi alertado primeiramente pelo programa televisivo “LBCI”. O evento aconteceu na noite do dia 20 de Setembro. Supostamente, cerca de 50 objetos metálicos brilhantes foram vistos no céu noturno por motoristas em uma avenida. Eles chegaram a parar seus carros para observar o fenômeno.
Uma funcionária do programa LBCI, Nadine Abu Fadel, foi uma das testemunhas. Ela descreveu que os OVNIs desciam para perto do solo e então desapareciam de vista ao subir novamente. Testemunhas descreveram que os objetos pareciam ter dois metros de diâmetro.
Uma testemunha, o sr. Gerard Araj, chegou a tirar fotos dos objetos. (abaixo)
Chupacabra: Mítica fera sugadora de sangue descoberta no Texas
Dois homens no Texas acreditam ter descoberto o corpo de um “Chupacabra” – fera mítica que suga todo o sangue de suas vítimas.
Lynn Butler, um taxidermista, diz que encontrou o corpo da criatura em uma granja há três meses atrás, na manhã seguinte a qual um predador foi ouvido causando tumulto no viveiro de aves.
Enquanto seu corpo desprovido de pêlos, seu couro e seu focinho pontudo lembram o de um cachorro com severa sarna, outros especialistas em animais que inspecionaram o corpo sugeriram que poderia ser um “Chupacabra”, um predador que apareceu pela primeira vez em Porto Rico em 1995.
Embora descrições de “Chupacabras” sejam bastante divergentes – variam entre comparações com roedores, lagartos e até ursos pequenos – elas tendem a ser caracterizadas por proeminentes caninos, como os vistos no espécime do sr. Butler.
Avistamentos suspeitos foram reportados através das Américas e até bem longe como na Rússia, mas os cientistas classificam os animais como sendo lendas modernas.
Jerry Ayer, um amigo do sr. Butler e colega de trabalho, agora tem a posse do corpo e diz que planeja empalhá-lo e montá-lo para exibição em público.
“Para ser honesto, Eu não sei o que é isto. Eu diria que é provavelmente um coiote-aberração-da-natureza, ou uma linhagem híbrida com mutação genética”, ele disse ao “Los Angeles Times”
“Ele apresenta uma pequena pelagem nas patas. Quase como meias de pêlo. E há um pouco de pêlo em sua espinha superior. Muito estranho”, ele completa. “A falta de pêlos é sinistra porque você pode ver ossos protuberantes na cintura.”
“As pessoas dizem que é uma fera mítica e Eu tenho uma. Eu a chamarei de “Chupacabra” porque as pessoas adoram, mas Eu não sei o que é isso.”
O sr. Ayer diz que não quer ser visto como excêntrico, mas diz que o grande interesse despertado pela descoberta aumentou a visibilidade de seu negócio, a “Escola de Taxidermia Blanco”.
O significado original da palavra alienígena é estrangeiro. A palavra pode ser usada ao se refererir a algo que se mostra estranho ou desconhecido .
Entretanto, ao longo do século XX a palavra alienígena passou a cada vez mais designar qualquer ser vivo, inteligente ou não, proveniente de outro planeta, devido ao seu uso em obras de ficção do cinema e da literatura. Este significado foi incorporado à cultura popular e à língua oficial.
Michael Sturma descobre paralelos entre relatos contemporâneos de abduções por alienígenas e narrativas européias de cativeiro por índios e aborígenes na América e Austrália.
Em 1976 quatro estudantes foram a uma viagem de acampamento em uma área de selva do norte do Maine. Uma noite eles avistaram um curioso objeto luminoso no céu. Depois eles testemunharam um objeto oval com uma luz brilhante colorida pairando sobre eles. Eles experimentaram então um período de 'tempo perdido' em sua memória consciente. Foi apenas anos depois em sessões de hipnose que eles reviveram as traumáticas abduções alienígenas durante esse período 'perdido'. Eles relataram ser transportados a bordo de um OVNI, onde estranhas criaturas humanóides os examinaram.
Tais relatos têm uma longa história. Em várias ocasiões eles foram relatados como carruagens, escunas flutuando e visões religiosas. Na década de 1890 houve relatos difundidos no EUA de aeróstatos com forma de charutos. Avistamentos semelhantes emanaram da Inglaterra em 1909. Durante os anos trinta objetos chamados de 'voadores fantasma' foram vistos sobre a Suécia, e durante a Segunda Guerra Mundial relatos de objetos luminosos chamados de 'foo fighters' tornaram-se comuns. O termo 'pires voador' foi cunhado em 1947 para descrever estranhos objetos vistos por um piloto sobre o estado americano de Washington. Mais recentemente, o fenômeno OVNI foi dominado por estórias de abdução alienígena.
Embora as alegações de abdução alienígena sejam relativamente novas, histórias de contato com seres de outros mundos não são. Foram descritas visitas por anjos ao longo da história. Em muitas culturas há crenças em pessoas que são transportadas a outras dimensões e mitos de ascensão nos quais os humanos confrontam deuses nos céus. Até mesmo antes do fenômeno de abdução, alguns indivíduos alegaram entrar em contato com extraterrestres de mundos avançados. Por exemplo, George Adamski ficou famoso nos anos cinqüenta por suas histórias de conhecer os seres de Vênus e visitar o lado distante da Lua em sua espaçonave.
'Contatados' como Adamski diziam que viajaram pelo espaço à sua própria volição. 'Abduzidos', por outro lado, não t6em qualquer escolha em seus encontros com aliens. Abduzidos podem ser levados em áreas remotas ou simplesmente 'teletransportados' [beamed up] de seus próprios quartos. Os abdutores aliens assumem uma gama de formas e cores, mas são descritos tipicamente como baixos, cinzas, calvos e com grandes olhos negros. Freqüentemente memórias de abdução são extraídas através de regressão hipnótica.
O primeiro caso de abdução a receber ampla publicidade nos EUA envolveu um casal, Betty e Barney Hill, em 1961. Desde então, histórias de abdução alienígena proliferaram. O fenômeno ganhou proeminência adicional seguindo a publicação do relato pessoal de Whitley Strieber no best-seller Communion (1987). Enquanto os EUA têm sem dúvida a maioria dos relatos de abdução, seguidos pela América do Sul, o fenômeno na Bretanha data do meio dos anos 70. Alguns investigadores calculam que os casos por todo o mundo chegam aos milhões.
Há intensa discordância sobre se as experiências de abdução se relacionam com eventos físicos reais, interação psicológica, estados alterados de consciência ou simplesmente fantasia. Porém, elas podem ser comparadas a outros incidentes de transculturação onde os indivíduos se acham subitamente em ambientes estranhos. Em termos de estrutura de narrativa e imagens, histórias de abdução alienígena ecoam as narrativas de cativeiro do início da América. Richard Slotkin em seu livro Regeneration Through Violence: The Mythology of the American Frontier 1600-1860 (Harper Perennial, 1996), afirma que as narrativas de cativeiro são a primeira literatura mítica coerente da América. Começando com o relato imensamente popular de Mary Rowlandson da vida dela entre os índios americanos (1682), centenas de narrativas de cativeiro recontaram histórias de seqüestro por índios. Elas permaneceram um nicho de literatura popular no século dezenove. Narrativas de cativeiro se tornaram os materiais de contos e lendas populares. Neste gênero estão romances como O Último dos Moicanos (1829) de James Fenimore Cooper ou filmes como A Man Called Horse (1969).
Embora primariamente associadas com a América do Norte, outras fronteiras geraram suas próprias narrativas de cativeiro. Na Austrália, por exemplo, um dos cativeiros mais famosos seguiu um naufrágio do século dezenove na costa de Queensland. Uma sobrevivente, a senhora Eliza Fraser, viveu durante algum tempo entre os Aborígines. Ela foi representada popularmente como uma vítima vulnerável de selvagens cruéis. A história dela depois forneceu a inspiração para o romance de Patrick White A Fringe of Leaves (1976).
Em face disto, histórias de abdução alienígena podem parecer bastante diferentes de narrativas de cativeiro antigas. Alguns cativos de índios permaneceram perdidos durante vinte anos ou mais antes de voltar a sociedade européia, enquanto uma abdução alienígena típica dura só algumas horas. Por outro lado, algumas pessoas relatam experiências de abdução começando na infância e se estendendo por toda a vida.
Da mesma maneira que a abdução alienígena se tornou um tópico favorito dos tablóides, o tema de cativeiro forneceu assunto de thrillers populares e livros baratos. Narrativas modernas de abdução alien partilham muitas das qualidades sensacionais, melodramáticas e traumáticas de narrativas de cativeiro. Em ambos os casos os indivíduos são forçados contra sua vontade em um mundo estrangeiro no outro lado de sua fronteira cultural.
Em ambos os casos, geralmente se segue uma fase de mortificação. Tanto os cativos dos índios quanto abduzidos são freqüentemente despidos. Isto os despe das decorações externas de sua cultura e aumenta um senso de vulnerabilidade. Os cativos de índios, pelo menos nas narrativas, poderiam sofrer torturas selvagens. Estes tormentos físicos encontram seu análogo nos procedimentos quasi-médicos invasivos e humilhantes comumente informados por abduzidos. Em alguns casos eles são examinados por um dispositivo de olho gigantesco ou relatam serem sondados com instrumentos e tendo dispositivos de localização implantados em seus corpos.
Enquanto mulheres brancas vulneráveis freqüentemente figuraram como as vítimas de narrativas de cativeiro indígena, experiências reprodutivas e programas de reprodução híbrida figuram amplamente em relatos de abdução alien. Abduzidas freqüentemente informam a tomada ou implantação de óvulos em seus úteros, enquanto abduzidos podem ter amostras de esperma retiradas. Alguns abduzidos informam encontros sexuais com aliens.
Aqueles levados em narrativas de cativeiro e histórias de abdução freqüentemente expressam ambivalência para com seus captores, combinando medo e desejo. Os índiios foram freqüentemente representados como demônios endiabrados. Mary Rowlandson se referiu a eles como 'bestas selvagens', 'demônios' e 'cães do inferno'. Desde o princípio, entretanto, algumas narrativas admiraram e romantizaram os estilos de vida dos índios. De um modo semelhante as respostas de abduzidos variam do horror para o amor para com seus raptores. Enquanto alguns abduzidos representam aliens como dedicados à conquista da Terra, outros os vêem como oferecendo salvação da violência e destruição humanas.
Tanto o cativeiro inídgena quanto a abdução alien são freqüentemente associados com crescimento pessoal e espiritual. Nas primeiras narrativas de cativeiro da Nova Inglaterra o sofrimento poderia conduzir à redenção. Cativos enfrentaram tentações de assimilação, às vezes simbolizadas por matrimônio a um índio. Para os Puritanos, as provas do cativeiro freqüentemente iniciavam um renascimento figurativo e têm uma dimensão claramente religiosa. Mary Rowlandson intitulou seu relato de cativeiro The Sovereignty and Goodness of God [A Soberania e a Bondade de Deus]. Abduzidos freqüentemente também falam de uma transformação profunda, variando de poderes curativos a insight espiritual, e uma consciência nova do potencial de humanos para a destruição.
Entre aqueles mantidos cativos pelos índios, dizia-se que muitos tinham sofrido um processo de 'Indianização'. Eles não só se adaptaram a um estilo de vida índio, mas se recusaram a se reintegrar à sociedade branca. Similarmente, abduzidos sentem freqüentemente uma mudança de identidade. Alguns se identificam tão fortemente com aqueles os levando que chegam a acreditar que eles são eles mesmos em parte 'aliens'. Muito da popularidade das primeiras narrativas de cativeiro pode ser atribuído às ansiedades contemporâneas. Estas incluíram o isolamento da selva, e a identidade de europeus no Novo Mundo. O fenômeno OVNI é explicado freqüentemente em termos de medos da era nuclear e da Guerra Fria. Os primeiros avistamentos de discos voadores coincidiram com o desenvolvimento de armas atômicas e tensões crescentes entre o União Soviética e o Oeste.
Para ministros Puritanos como Cotton Mather, narrativas de cativeiro eram uma advertência ao crente do que poderia acontecer ao negligente. Cativeiro índio se torna uma forma de castigo divino. A experiência relatada de abduzidos, por outro lado, freqüentemente é relacionada especificamente a advertências sobre a ecologia da Terra. De acordo com muitos abduzidos, aliens advertem que a menos que as pessoas mudem suas atitudes o planeta pode enfrentar sérias conseqüências. Muitos abduzidos se tornam fortes ecologistas. Nós podemos traçar um paralelo aqui com a narrativa de cativeiro no filme de Kevin Costner Dança Com Lobos (1990), com sua ênfase na harmonia de americanos nativos com a natureza. Como é freqüentemente o caso, os índios no filme simbolizam um estilo de vida 'nova era'.
Em um caso relatada no livro do psiquiatra de Harvard John Mack Abduction: Human Encounters with Aliens (1994), um abduzido alega que as experiências ocorreram em chão sagrado nativo-americano. Os estados de transe descritos por abduzidos ecoam aqueles de xamanismo indígena. O poder mítico antes associado com a fronteira Oeste foi largamente deslocado na consciência contemporânea para o espaço exterior.
OBRIGADO SUA PELA ATENÇÃO
